O cenário da Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil segue desafiador. Dados oficiais de 2025 mostram que, no primeiro semestre, o País contabilizou 380.376 acidentes de trabalho e 1.689 mortes, com alta de quase 9% nos acidentes e mais de 5% nos óbitos em comparação com o mesmo período anterior, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
Diante dessa realidade preocupante, a Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (ABRESST) apresenta sua avaliação estratégica para 2026, um ano decisivo para fortalecer práticas que unam qualidade técnica, inovação responsável, ética no uso de tecnologia e compromisso com a vida humana.
“O futuro da SST passa por técnica, ética, inovação responsável e compromisso com a vida”, afirma o presidente da entidade, Dr. Ricardo Pacheco. “Os números nos lembram de que cada acidente, cada afastamento e cada perda representa uma vida - e isso exige respostas profundas, humanas e técnicas.”
Dados de 2025: uma tendência alarmante que exige ação
Os dados mais recentes reiteram que, mesmo com esforços de prevenção, a acidentalidade continua elevada. Além disso, o aumento desses índices em relação ao ano anterior confirma uma tendência de elevação que vem persistindo nos últimos ciclos de análise - mesmo que em ritmos diferentes - o que reforça a necessidade de fortalecer políticas, técnicas e cultura de prevenção no ambiente laboral.
SST como pilar estratégico nas empresas
Para a ABRESST, a SST já não pode ser tratada como um elemento isolado da gestão empresarial. Sua função hoje é estratégica e deve ser integrada às decisões de negócios. “A SST não é um departamento operacional - ela é um vetor de sustentabilidade, desempenho e respeito aos recursos humanos das empresas”, afirma o médico e presidente da entidade, Dr. Ricardo Pacheco.
Inovação tecnológica com responsabilidade ética
O uso de tecnologias como sensores inteligentes, análise preditiva e inteligência artificial está se tornando cada vez mais importante para antecipar e mitigar riscos. Essas ferramentas podem identificar padrões de risco que escapam à observação direta e fornecer insights valiosos para ações preventivas.
“É importante enfatizar que tecnologia sem ética pode ser uma faca de dois gumes. Ela deve ampliar o cuidado humano, não o substituir”, afirma Pacheco. “O uso responsável de dados, com respeito à privacidade e à dignidade dos trabalhadores, é essencial.”
Fonte: Revista KDEA 360 / ABRESST

